Programa de Pós-Graduação em Oceanografia
  • PPGOceano promove palestra “Caracterização da Frente Subtropical de Plataforma e seu impacto na atmosfera utilizando o modelo regional acoplado COAWST” nesta segunda, 26/06

    O Programa de Pós-graduação em Oceanografia promove nesta segunda-feira, 26 de junho, às 10:00, a palestra “Caracterização da Frente Subtropical de Plataforma e seu impacto na atmosfera utilizando o modelo regional acoplado COAWST”com o Dr. Luis Felipe Mendonça, pós-doutorando do PPGOCEANO/UFSC. O evento será realizado no Mini-Auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH/UFSC).

    Resumo: Utilização do modelo acoplado oceano-atmosfera Coupled-Oceano-Atmosphere-Wave-Sediment Transport Modeling System (COAWST) para o estudo da região da Frente Subtropical de Plataforma, no Oceano Atlântico sudoeste. O trabalho tem por objetivo de analisar a capacidade do modelo acoplado em simular as principais variáveis oceânicas e atmosféricas que regem a dinâmica da região. A validação dos resultados foi realizada através da comparação com dados coletados in situ, sensoriamento remoto e produtos de analise global.


  • UFSC na mídia: Escola do Mar e UFSC promovem ações para preservar animais marinhos

    A Escola do Mar, projeto da Secretaria de Educação de Florianópolis, participa da Jornada, que acontece esta semana, sobre Acidificação dos Oceanos. O evento, que discute as origens e as conseqüências do aumento da acidez nas águas, foca também na compreensão dos problemas globais associados ao oceano, como a sobrepesca e a deficiência de estratégia de conservação. Estes temas estão sendo debatidos igualmente na ONU, Organização das Nações Unidas, para promover um desenvolvimento sustável.

    No último sábado, numa atividade da Escola do Mar e do curso de Oceanografia da UFSC, universitários e professores receberam a comunidade para divulgar os temas da Jornada e quantificar o lixo flutuante. A bordo do barco-escola, utilizado pela Escola do Mar, também foram coletadas amostras de água e de sedimentos da Baía Norte para análise dos contaminantes derivados de petróleo e provenientes do uso de remédios (como hormônios das pílulas e os anti-inflamatórios), que são liberados no ambiente pelos esgotos domésticos.

    Foram feitas medidas da concentração de oxigênio na água e do pH, responsável por indicar se o mar está ácido. Na água do mar, o pH é de 8,0, quando o pH abaixa para 7,8 há um ambiente ácido para muitos organismos. O oceano já aumentou em 26% a sua acidez, prejudicando a pesca, a aquicultura e a conservação dos ecossistemas. Por exemplo, as conchas e os esqueletos dos animais marinhos, como ostras e peixes, sofrem descalcificação em ambiente ácido, o que provoca a diminuição deles e as suas mortes precocemente.

    Sobrevivência dos organismos marinhos

    No embarque da Escola do Mar participaram cerca de 90 pessoas, que colocaram a “mão na água” para conhecer melhor a Baía Norte. Os resultados desta saída indicaram que a concentração de oxigênio na água estava boa para a sobrevivência dos organismos marinhos e o pH foi de 7,95, o que já seria ácido para organismos que vivem em águas mais salgadas.

    Este pH é esperado para áreas costeiras, onde a influência da água doce vinda do continente e rica em matéria orgânica (como a trazida pelos esgotos sem tratamento) contribuem com a diminuição do pH.

    De acordo com a professora Alessandra Larissa Fonseca, do Departamento de Geociências da UFSC, é fundamental conhecer a qualidade das águas da Baía Norte e Sul da Ilha de Santa Catarina. “Este é um importante sistema da nossa região. Além das belas paisagens fornece águas calmas e ricas em nutrientes para a maricultura e a pesca.” Não há ainda os resultados das amostras para análise dos contaminantes. “Quando o tivermos, iremos divulgá-los”, observa a professora Alessandra Larissa.

    Para Joaquim Antônio Gonçalves Neto, coordenador da Escola do Mar, um dos propósitos do projeto é criar vivências, estabelecer relações e preservar o meio ambiente. “Por isso, o projeto procura realizar ações que contribuam para a sustentabilidade na Ilha de Santa Catarina, através da sensibilização dos cidadãos aos problemas ambientais do município e região.”

    Cada um fazendo a sua parte

    Segundo o secretário de Educação de Florianópolis, Maurício Fernandes Pereira, todos podem contribuir para a boa saúde de mares e oceanos. Ele lembra que reciclar e diminuir o uso de produtos plásticos ajuda. Muitas peças flutuam no oceano, matando inúmeros animais marinhos. Outra dica do secretário é que a população deve cuidar bem das praias. “É bom aproveitar um dia de sol ao mar. No entanto, é educativo, quando voltar para casa, levar embora todo o lixo produzido.” E finaliza: “Só protegemos o que amamos, só amamos o que conhecemos.”

    Matéria publicada no Diário Catarinense.


  • Relatório Especial do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas


  • Colacmar 2017


  • Defesa de Dissertação nº 004: “Variabilidade decadal do clima de ondas do litoral de Santa Catarina-Brasil através do modelo WAVEWATCH III”

    Nesta quarta-feira, 31 de maio, às 15:30 horas, no Mini auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, a discente Bruna Alves de Oliveira realizará a defesa de dissertação com o título “Variabilidade decadal do clima de ondas do litoral de Santa Catarina-Brasil através do modelo WAVEWATCH III”.

    Resumo: Nas últimas décadas várias evidências indicam que estão ocorrendo mudanças no clima de ondas em sistemas oceânicos ao redor do mundo. No entanto, ainda existem incertezas em relação às suas taxas e padrões de variabilidade. Portanto, objetivo deste trabalho foi investigar o clima de ondas na região oceânica de Santa Catarina e sua relação com as variações de índices climáticos.


  • Pesquisa analisa riscos da contaminação de mexilhões na Praia do Matadeiro

    Um projeto de pesquisa de mestrado irá verificar possíveis riscos de contaminação de um tipo de cianobactéria tóxica em mexilhões da Praia do Matadeiro. Densas populações desta espécie, Cylindrospermopsis raciborskii, foram registradas na Lagoa do Peri desde a década de 1990 e, nos últimos 20 anos, são monitoradas pela Casan. As concentrações de saxitoxina, produzida pela cianobactéria, ainda são baixas e o sistema de tratamento de água da Casan consegue remover a contaminação, principalmente pelos filtros e cloro. Porém, o Canal do Sangradouro leva água da Lagoa do Peri ao Atlântico, entre Armação e Matadeiro, onde há costões rochosos, habitat de mexilhões, além de organismos comestíveis enterrados na areia.

    “Se a carga tóxica de lagoa do Peri está constantemente sendo lançada na praia do Matadeiro, o que se pode esperar da contaminação de mexilhões que por ali vivem ou que por ventura sejam ali cultivados?”, questiona Leonardo Rörig, líder do Grupo de Pesquisa do CNPq Biologia, Cultivo e Biotecnologia de Microalgas e orientador da mestranda Tanise Klein Ramos. Séries de amostragens e análises serão realizadas a fim de testar estas hipóteses, explica Rörig. “Dependendo dos resultados, medidas de gestão deverão ser tomadas para impedir o consumo de frutos do mar oriundos de alguns setores da Praia do Matadeiro. Consequentemente, o cultivo de mexilhões na área deveria ser impedido, haja vista o risco de contaminação com consequências a saúde pública”.

    Para recreação na Lagoa do Peri, maior corpo de água doce da Ilha de Santa Catarina, não há complicações atualmente, confirma Rörig. “Dificilmente a pessoa que engolir a água vai ter problemas. Hoje, a água da lagoa é limpa, as algas só vão crescer mais se houver água mais suja”. 

    Concentração de toxinas

    Mexilhões e ostras acumulam toxinas, mas não são afetados por elas, diferente do que acontece com o ser humano. “Normalmente, as chamadas ficotoxinas (toxinas produzidas por algas) e cianotoxinas (produzidas por cianobactérias) geram intoxicação ao ser humano somente quando são acumuladas por organismos marinhos filtradores como os mexilhões e ostras”, diz o pesquisador, acrescentando que mexilhões e moluscos de grande porte têm capacidade de filtrar três litros de água por minuto e concentrar as toxinas.

    Rörig comenta que existe o interesse do cultivo de mexilhões na área do Matadeiro e que como a questão é relativamente nova, pessoas e entidades “não têm ideia do tamanho do problema. Os órgãos técnicos são específicos e os de pesquisa – no caso, a UFSC – são os primeiros a detectar. No caso da Lagoa do Peri, a Casan só foi alertada quando a UFSC avisou”.

    Saxitoxina

    Mais potente toxina natural conhecida, a saxitoxina provoca problemas neurológicos; se ingerida em quantidade, pode levar à paralisia respiratória e morte em poucas horas. “Às vezes ela pode se concentrar em filtros, as pessoas podem tomar água e levar a um efeito crônico, com problemas neurológicos. Em pequenas doses, dificilmente haveria intoxicação”, diz o pesquisador.

    Outro ponto a ser levado em conta, explica Rörig, é a bioacumulação. “A toxina da alga vai para o mexilhão, onde se concentra; o peixe come o mexilhão e acumula. Eles têm sensibilidades diferentes e o os vulneráveis são os mamíferos e aves”.

    Pesquisas

    UFSC, Casan e instituições parceiras conduzem, rotineiramente, pesquisas para compreender a ecologia da Lagoa do Peri e as cianobactérias. “Já sabemos que essas cianobactérias conseguem tolerar amplas variações ambientais e que alguns parâmetros físicos e químicos da água estimulam a produção de toxinas nas mesmas”, fala o pesquisador. A concentração de fósforo é uma delas – provocada se houver agitação no fundo da lagoa e, mais preocupante, pelo aumento do esgoto no local. “Do jeito como as coisas são, vão aparecer novas áreas de urbanização nas proximidades da Lagoa e aí o risco está estabelecido. A ausência histórica de um efetivo planejamento urbano em Florianópolis nos faz antever essa provável situação perigosa. Todos os órgãos técnicos deveriam estar alerta.”

    Provocar interferências na ecologia da lagoa é uma alternativa polêmica, avalia o pesquisador. “Poderia haver problemas colaterais e a Lagoa do Peri é uma unidade de conservação. Sua água abastece 100 mil pessoas, a prefeitura deveria controlar melhor este ambiente”, opina.

    O trabalho também pretende analisar a capacidade de sobrevivência destes organismos na água salgada, neste local.  A água do mar evita, em tese, a proliferação da toxina, afirma Rörig: “Em contato com o sal, que seca a célula, a cianobactéria se defende e usa a saxitoxina para fechar os poros e evitar a perda d’água, mas não sabemos se a toxina fica ativa nas células mortas”. Na Lagoa do Peri, a salinidade é zero; no Sangradouro, próximo ao mar, vai de 0 a 25 partes por mil; na praia do Matadeiro, varia de 20 a 30; mais longe da costa, chega a 35.

    A primeira parte da pesquisa é laboratorial, com o teste e cultivo da alga isolada. A segunda irá avaliar a presença dela na saída do Canal do Sangradouro, especialmente com a coleta dos mexilhões.

    Proliferação

    Os pesquisadores não conseguem rastrear a origem da cianobactéria, uma espécie invasora. “Não sabemos a origem, mas há o perigo dela se espalhar. Se um pescador usa a tarrafa na Lagoa do Peri e leva para outra lagoa, há o risco de invadir outros ambientes”, conta Rörig, que frequentemente faz análises em amostras de água da Lagoa Pequena do Campeche – e nunca encontrou nada.

    Pesquisadores

    Além de Rörig e a oceanógrafa Tanise, o projeto de mestrado conta com o apoio do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Mar – Centro de Oceanografia Integrada (INCT Mar-COI) e a participação de João Sarkis Yunes (FURG), colaborador de pesquisas da UFSC e Casan.

    Caetano Machado/Jornalista da Agecom/UFSC


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