Dissertação

2017

n°006 – Dispersão de plumas no Atlântico Tropical e a formação de bandas zonais de baixa salinidade

Aluno: Fernando Ribeiro
Data: 08/12/2017 – 15:00 horas
Local: Sala C06, Blocos Modulados do CFM, UFSC.
Orientador: Prof. Dr. Felipe Mendonça Pimenta
Banca: Prof.Antônio Fernando Härter Fetter Filho (Membro – UFSC), Dr. Rodrigo do Carmo Barletta (Membro externo – CB&I), Prof. Dr. Renato Ramos da Silva (Membro – UFSC) e Prof. Dr. Carlos Frederico Deluqui Gurgel (Suplente – UFSC)
Resumo: Este trabalho descreve a variabilidade de plumas derivadas de grandes descargas fluviais do Atlântico Tropical, explorando a importância da precipitação e das correntes oceânicas na manutenção e intrusão destas estruturas. Dados satelitários de salinidade SMOS são combinados com dados hidrográficos históricos e séries temporais
das boias PIRATA para comparação com três produtos de modelagem oceânica (OFES, HYCOM e C-GLORS).
A avaliação dos produtos de reanálise ilustra melhor desempenho para o CGLORS no Atlântico Tropical. O qual foi selecionado para o estudo das plumas. Seções hidrográficas históricas ilustraram três situações distintas com a formação de camadas superficiais de baixa salinidade. Na seção 44°W, a estrutura observada foi formada pela intrusão da pluma do Amazonas através da Contracorrente Norte Equatorial (NECC), com contribuições significativas de núcleos de precipitação na sua porção distal. Na seção de 35°W as águas de baixa salinidade encontradas foram
associadas a um núcleo de precipitação. Por fim, na seção a 28°W, uma cunha de águas relativamente frescas e 75 m de profundidade foi associada a intrusão de águas do Golfo da Guiné, advectadas pelo ramo norte da Corrente Sul Equatorial (nSEC).
A reanálise C-GLORS possibilitou a descrição sazonal e interanual das intrusões da pluma do Amazonas e das águas do Golfo da Guiné relativamente fresca. A intrusão da pluma do Amazonas pela NECC inicia em julho, atingindo uma posição média de 42°W entre outubro e setembro. Já a intrusão de águas frescas da costa Africana atinge a longitude média de 26°W entre maio e outubro.
A variabilidade interanual destas intrusões é significativa e por vezes as plumas geradas na costa Africana e Americana se encontram formando uma única banda zonal de baixa salinidade a 8°N. A banda zonal permanece por cerca de dois meses, possui um período de recorrência de 2 a 6 anos, sendo observada nos anos de 1997, 2000, 2006, 2008, 2011
e 2012. Sua formação não é significativamente correlacionada com a descarga fluvial ou a precipitação, mas está relacionada à variabilidade do sistema de correntes zonais dirigidas pelo vento

 

n°005 – Os processos hidrodinâmicos da Enseada do Itapocorói

Aluna: Letícia Vasques dos Reis Portella Nascimento
Data: 21/11/2017 – 14:00 horas
Local: Sala FSC 212-auditório de Pós-graduação em Física/CFM
Título: Os processos hidrodinâmicos da enseada do Itapocorói
Orientador: Prof. Dr. Antônio Fernando Härter Fetter Filho
Banca: Prof. Dr. Felipe Mendonça Pimenta (Membro – UFSC), Dr. Rodrigo do Carmo Barletta (Membro externo – CB&I), e Prof. Dr. Antonio Henrique da Fontoura Klein (Suplente – UFSC)
Resumo: Este estudo apresenta uma série de análises das características hidrodinâmicas de uma enseada subtropical no sul do Brasil, a Enseada do Itapocorói. Dados analisados aqui foram coletados de 3 per ladores de corrente dispostos em diferentes áreas da enseada, cada um com diferente grau de exposição às ondulações mais energéticas, durante um período de 33 dias. Também foram analisados dados de um marégrafo localizado no sul da enseada. Os resultados indicam que a enseada pode ser dividida em dois ambientes separados: uma área interna, protegida, com correntes amenas (abaixo de 8cm.s−1) e que se encontra sob a in uência da brisa marinha e uma área exposta regida principalmente por ventos regionais, com a presença de uma corrente costeira estável uindo paralela a costa na direção sul e velocidades mais elevadas (por volta de 20cm.s−1). O nível meteorológico pode ser correlacionado com o vento indicando a presença de uma ressurgência costeira, com um aumento de nível associado à ventos do quadrante NE e o abaixamento de nível associado com ventos de S-SE. Também foi veri cado uma tendência de empilhamento de água conforme a onda de maré entra na enseada. Correntes residuais revelaram que as correntes são predominantemente regidas pelo vento e que podem chegar a 2cm.s−1, o que representa cerca de 10% da velocidade típica da enseada.

n°004 – Variabilidade decanal  do clima de ondas do litoral de Santa Catarina-Brasil através do modelo WAVEWATCH III

Aluna: Bruna Alves de Oliveira
Data: 31/05/2017 – 15:30 horas
Local: Mini auditório do CFH
Título: Variabilidade decadal do clima de ondas do litoral de Santa Catarina-Brasil através do modelo WAVEWATCH III
Orientador: Prof. Dr. Antônio Fernando Härter Fetter Filho
Banca: Prof. Dr. Felipe Mendonça Pimenta (Membro – UFSC), Dr. Rodrigo do Carmo Barletta (Membro externo – CB&I), Prof. Dr. Mario Francisco Leal de Quadro (Membro externo – IFSC) e Prof. Dr. Antonio Henrique da Fontoura Klein (Suplente – UFSC)
Resumo: Nas últimas décadas várias evidências indicam que estão ocorrendo mudanças no clima de ondas em sistemas oceânicos ao redor do mundo. No entanto, ainda existem incertezas em relação às suas taxas e padrões de variabilidade. Portanto, objetivo deste trabalho foi investigar o clima de ondas na região oceânica de Santa Catarina e sua relação com as variações de índices climáticos.

n°003 – Desenvolvimento do procedimento metodológico da Oceanografia Sísmica em dados da indústria do petróleo

Aluno: Marcus Vinícius Carpes Barão
Data: 04/05/2017 – 09 horas
Local: Mini auditório do CFH
Título: Desenvolvimento do procedimento metodológico da Oceanografia Sísmica em dados da indústria do petróleo
Orientador: Prof. Dr. Guillaume François Gilbert Barrault
Banca: Prof. Dr. Antônio Fernando Härter Fetter Filho (Membro – UFSC), Prof. Dr. Júlio Apolinário Cordioli (Membro externo – UFSC), Prof. Dr. Renato Luiz Prado (Membro externo – USP), Carlos Eduardo Theodoro (Membro externo – PETROBRAS) e Prof. Dr. Carlos Alberto Eiras Garcia (Suplente – UFSC)
Resumo: A Oceanografia Sísmica (OS), vem se tornando uma ferramenta auxiliar na oceanografia convencional para identificar e monitorar as feições oceanográficas. O objetivo do presente trabalho foi aplicar o processamento sísmico nos dados cedidos pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), para a região oceânica do estado de Santa Catarina. As feições oceanográficas identificadas foram correlacionadas com dados in situ do World Ocean Database (WOD), para confirmar a efetividade do método.

Cartaz de divulgação

nº002 – O Fenômeno El Niño-Oscilação Sul e os eventos extremos de precipitação em Santa Catarina

Aluna: Laís Gonçalves Fernandes
Data: 21/03/2017 – 10 horas
Local: Mini auditório do CFH
Título: O Fenômeno El Niño-Oscilação Sul e os eventos extremos de precipitação em Santa Catarina
Orientadora: Prof.ª. Dr.ª. Regina Rodrigues Rodrigues
Banca:Prof. Dr. Felipe Mendonça Pimenta (UFSC), Prof. Dr. Carlos Alberto Eiras Garcia (UFSC), Prof.ª. Dr.ª. Marina Hirota Magalhães (UFSC) e Prof. Dr. Renato Ramos da Silva – suplente (UFSC)
Resumo: O estado de Santa Catarina (SC) apresenta um histórico considerável de registro de eventos extremos de precipitação ao longo das décadas, além de um aumento significativo nas inundações bruscas nos últimos anos. O objetivo deste trabalho é analisar as mudanças na frequência e intensidade dos eventos extremos em SC, entre 1979-1999 e 2000-2015, relacionadas ao fenômeno El Niño Oscilação Sul (ENSO). Os resultados mostram que mudanças no ENSO, devido à influência da Oscilação Interdecadal do Pacífico (IPO), modificam a teleconexão entre o Pacífico e a América do Sul (PSA) que ocasiona alterações nos mecanismos atmosféricos.

Cartaz de divulgação

Cartaz de divulgação

nº001 – Primeira dissertação da Pós-Graduação em Oceanografia da UFSC analisa pesca e maricultura em Florianópolis

Alterado o local da defesa da dissertação: Sala 312 do CFH

2017-02_Homero.001A primeira dissertação a ser defendida no Programa de Pós-Graduação em Oceanografia da UFSC terá como tema uma análise detalhada dos modos de vida atingidos pela pesca na capital de Santa Catarina. A dissertação “Pesca e maricultura em Florianópolis, Santa Catarina, Brasil: Análise exploratória dos modos de vida e da percepção dos usuários sobre as atividades”, apresentada pelo aluno Homero Destéfani, do curso de Oceanografia, será defendida na Sala 312 do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), no dia 22, às 14h.

A decadência da pesca artesanal fez com que os pescadores buscassem alternativas para complementar sua renda. Entre essas atividades desenvolvidas, está a maricultura. A dinâmica institucional gera contextos de vulnerabilidade que afetam de diferentes formas os grupos de usuários dos recursos pesqueiros. A análise feita pela tese busca compreender como eles se sentem e respondem a esses contextos.

A pesquisa foi realizada em duas comunidades reconhecidamente pesqueiras da Ilha de Santa Catarina: Santo Antônio de Lisboa e Ribeirão da Ilha.

Matheus Pereira
Estagiário de Jornalismo da Agecom
agecom@contato.ufsc.br