Sociedade de Geofísicos de Exploração (SEG – The Society of Exploration Geophysicists)

14/06/2016 08:44

SEG

A Sociedade de Geofísicos de Exploração (SEG – The Society of Exploration Geophysicists) é uma organização que reforça a pesquisa e a educação da Geofísica. Uma ferramenta importante para essa missão são os Capítulos Estudantis SEG destinados aos alunos de graduação e pós-graduação interessados em participar de projetos que visam promover a ciência da Geofísica. Fomenta, portanto, o contato com profissionais das geociências, tanto dentro quanto fora do meio acadêmico.

O Capítulo Estudantil da Universidade Federal de Santa Catarina, Geophysical Society at UFSC, foi aprovado no dia 16 de outubro de 2013 e tem como missão incentivar o conhecimento da geofísica enquanto ciência. Fundada por alunos da graduação do curso de Oceanografia, o capítulo estudantil dedica-se ao estudo dos métodos de aquisição, processamento e interpretação utilizados na Geofísica em sistemas costeiros e oceânicos.

Maiores informações em:

www.seg.org/education/university-student-programs/student-chapter
www.facebook.com/segufsc

Para participar:
seg.ufsc@gmail.com

Projeto busca bio-hidrogênio na ‘zona morta’ da Lagoa da Conceição

10/06/2016 08:47

Gerar energia a partir de bactérias da “zona morta” da Lagoa da Conceição, em Florianópolis, é a proposta da pesquisa “Bioenergia Lagoa”, que envolve os programas de pós-graduação em Oceanografia e em Energia e Sustentabilidade da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O desenvolvimento de bio-hidrogênio – gás altamente energético, sem nenhum subproduto poluidor, que poderia ser um substituto para os combustíveis fósseis – passa pela identificação de bactérias com maior eficiência para sua produção, fase atual do projeto.

Para finalizar essa etapa, fundamental ao projeto, o grupo de pesquisadores decidiu lançar uma campanha de arrecadação pela internet, já que os recursos provenientes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) ainda não foram disponibilizados. Se o grupo receber a verba do órgão federal, ela será utilizada nas fases seguintes da pesquisa, como a ampliação da escala de biorreatores.

O grupo pretende financiar a compra de um kit de extração de RNA específico para sedimentos (dificilmente extraído por métodos convencionais) e cobrir os custos de sequenciamento e preparo de biorreatores – etapa em que serão selecionadas as melhores cepas de bactérias para a geração de bio-hidrogênio.

Pesquisadores buscam bactérias com maior capacidade de produção de hidrogênio. Foto: Divulgação

Pesquisadores buscam bactérias com maior capacidade de produção de hidrogênio. Foto: Divulgação

“O objetivo do projeto é reproduzir em laboratório o que está acontecendo naturalmente no ambiente”, explica a professora da pós-graduação em Oceanografia, Maria Luiza Schmitz Fontes. Ela conta que quatro cepas de bactérias já foram isoladas, e eles pretendem conseguir mais para finalizar esta parte da pesquisa, na qual são utilizados biorreatores de escala de bancada, onde o gás pode ser quantificado. Depois, a escala aumenta e serão necessários novos investimentos. “Estamos buscando fontes alternativas de produção de energia, ligando sustentabilidade e inovação tecnológica. A “zona morta” da Lagoa da Conceição é rica em micro-organismos, que podem produzir uma energia limpa, oferecendo recursos ainda não explorados.”

A área central da Lagoa da Conceição chega a seis metros de profundidade; mas, a partir dos três metros, a disponibilidade de oxigênio cai em certas épocas do ano. Conforme a penetração de luz diminui na Lagoa, a parte próxima do fundo chega a ficar sem oxigênio – anóxica –, formando uma área chamada “zona morta”, já que peixes e crustáceos evitam essas águas; entretanto, bactérias encontram o ambiente perfeito à sua proliferação. “Nós queremos transformar esta “zona morta” num lugar que possa ser aproveitado economicamente como fonte de energia”, afirma Maria Luiza.

Considerado o combustível ecológico do futuro, o bio-hidrogênio emite menos gás Carbônico (CO2) que os atuais combustíveis fósseis. “Entre os combustíveis alternativos que se têm estudado ultimamente está a produção biológica de hidrogênio. A quebra de hidrogênio e a produção de energia não produzem gases do efeito estufa, e, além disso, sua combustão produz algo tão inócuo quanto a água”, relata Regina Vasconcellos Antonio, professora da pós-graduação em Energia e Sustentabilidade – Campus Araranguá.

Além das professoras Maria Luiza e Regina, participam do projeto alunos dos cursos de Oceanografia, Biologia e Biotecnologia integrantes do Grupo de Oceanografia Microbiana (GOM) da UFSC.

Mais informações pelo telefone (48) 3721-2626.

Caetano Machado/Jornalista da Agecom/UFSC

Revisão: Claudio Borrelli/Revisor de Textos da Agecom/UFSC

Veja também a reportagem veiculada no Jornal do Almoço/RBS TV sobre o projeto.

Palestra “Chuva Extrema no litoral de Santa Catarina: climatologia e influência da orografia e evaporação do mar”, nesta sexta, 03/06

02/06/2016 12:17

Nesta sexta-feira, 03/06, às 10:15, no Departamento de Física – Sala 202, a Profª. Drª. Laura Rodrigues (Meteorologia; CIRAM-EPAGRI), ministrará a palestra “Chuva Extrema no litoral de Santa Catarina: climatologia e influência da orografia e evaporação do mar”.

Resumo: Por sua hidrografia, vegetação, solo e relevo, o litoral de Santa Catarina é uma região vulnerável a eventos de inundação e movimentos de massa. Este trabalho teve como objetivo determinar as características sinóticas e físicas associadas a eventos de chuva extrema na região. A maior parte dos eventos ocorreu no verão (56%), em fevereiro. Em todos os casos verificou-se uma alta pressão no Atlântico Sul, favorecendo ventos persistentes de leste/nordeste em baixos níveis, que resulta no transporte de calor e umidade para a costa catarinense. Na maior parte dos casos, predominam sistemas semi estacionários de alta pressão no mar e de ciclone em médios níveis, no Sul do Brasil ou área continental próxima. O efeito da evaporação no mar aparece principalmente quando ocorre chuva no Litoral Norte. Mas, nesses casos, o principal efeito no aumento da precipitação, nas áreas do litoral, é aquele produzido pela interação entre orografia e evaporação no mar. O efeito da interação é ainda de reduzir a precipitação em áreas no mar e no continente, concentrando a chuva na parte litorânea.

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